terça-feira, 25 de novembro de 2014

Policial Militar e mais 5 são presos suspeitos de tráfico de armas

Policial trabalhava como taxista durante licença e foi preso com fuzil.

Um dos homens presos se passava por policial civil, dizem policiais.

Do G1 CE
Fuzil foi apreendido em veículo de policial afastado (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)Fuzil foi apreendido em veículo de policial afastado (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Um policial militar e mais cinco pessoas foram presos em Fortaleza nesta segunda-feira (24) por suspeita de tráfico de armas de fogo. O policial licenciado para tratamento médico Francisco José da Rocha Costa foi preso com um fuzil calibre 556, de fabricação americana.
Segundo a Polícia Civil, o policial afastado é suspeito de negociar armas ilegalmente. O fuzil apreendido nesta segunda seria a terceira arma que militar iria vender. O fuzil foi apreendido em táxi de propriedade do suspeito. O veículo, conforme a Polícia Civil, era utilizado pelo militar durante a licença médica.
A partir das investigações, os policiais identificaram e prenderam mais cinco suspeitos de participação em esquema de venda de armas de fogo. Um dos homens presos se passava por policial civil.
Parte da quadrilha foi presa durante abordagem da Polícia em um bar na Avenida Perimetral, no Bairro José Walter, em Fortaleza.
Na semana passada, um ex-policial civil e mais três pessoas foram presos suspeitos de tráfico de drogas. Com o grupo, a polícia apreendeu 13 quilos de maconha, 1,5 quilo de cocaína e uma quantidade de pó branco que é misturado a drogas, segundo a Polícia Civil.

Homem é morto a facadas pelo próprio irmão em Aratuba

De acordo com a Polícia Militar, Francisco Lourenço se envolveu em uma 

briga com seu irmão Elivando Borges Lourenço, de 30 anos, na localidade
 Sítio Cantinho, vindo a ser lesionado a faca.

Quando os PMs chegaram ao local do ocorrido, encontraram a vítima caída
 no chão, já sem vida. 

Logo, foram feitas diligências no intuito de localizar e prender o acusado, 
sendo Elivando Borges Lourenço capturado nas proximidades do Sítio 
Segredo, o qual ainda se encontrava sujo de sangue e quando indagado
 pelos policiais, confessou a autoria do crime, onde foi dada voz de prisão 
e conduzido à Delegacia Regional de Baturité.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Militar acorda de coma e deve prestar depoimento

O subtenente do Exército é suspeito de ter envenenado o filho de nove anos com "chumbinho"
O subtenente do Exército Brasileiro Francilewdo Bezerra Severino, de 45 anos, suspeito de envenenar o filho de nove anos com chumbinho, acordou após sair do estado de coma. De acordo com o titular do 16º Distrito Policial, delegado Wilder Brito Sobreira, a polícia aguarda que o militar se recupere para prestar depoimento. Apesar de acordado, ele não está consciente.
O delegado informou que a mulher do subtenente, Cristiane Renata Coelho, de 41 anos, não deve prestar novo depoimento neste momento. Ela, que esteve na delegacia na semana passada, está em Recife.
Morte
De acordo com o resultado do laudo toxicológico, a causa da morte do filho do casal foi pela ingestão de um veneno para ratos, popularmente conhecido como "chumbinho''. O subtenente também tomou o mesmo veneno. 
Em depoimento, a mulher do militar disse que foi agredida e obrigada a tomar comprimidos tarja preta com vinho. Em seguida, ele obrigou o filho a tomar os remédios. Cristiane disse à polícia que desconhece as razões que levaram o marido a cometer o crime.
O militar escreveu uma mensagem, apagada posteriormente, em seu perfil no Facebook, que dizia: "Té vendo essa mulher linda me pediu o divórcio. (...) Temos 2 filhos especiais vou levar um comigo obriguei ela a beber vinho com seus tranquilizantes p dormir e n vê o q vou fazer. Me perdoem família mas a carga ta grande demas e n aguento mais sfrer calado vendo essa mulher se anular a 10 ans (sic)".

Delegada diz que já identificou autores do crime do vigia municipal de Quixadá

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Em menos de um mês a frente à Delegacia Regional de Polícia Civil, já é possível notar diferença em relação ao delegado anterior.
Os trabalhos de investigação da Delegacia Regional de Polícia Civil de Quixadá, já identificaram os autores do assassinato do vigia municipal, executado com três tiros no dia 19 de novembro, no bairro Putiú. A polícia trabalha ainda para identificar o mandante, “sabemos que os autores receberam uma quantia muito pouca para matar esse jovem”, releva a delegada.
Agenardo Alves de Sousa, 27 anos, foi alvejado com dois tiros de revólver calibre 38 na cabeça e um no braço esquerdo. Segundo testemunha, após ser alvejado, perdeu o controle da motocicleta e colidiu com um poste da rede de energia elétrica.  Agenardo faleceu no local.
A delegada titular da 12º Delegacia Regional de Polícia Civil, Anna Claudia Nery, revelou ao portal Revista Central que sua equipe já identificou os autores do crime. “Nas próximas semanas deveremos apresentar os assassinos a sociedade”. Os levantamentos apontaram que o servidor público foi assassinado em virtude de dívidas com agiotas.
“As investigações estão em curso, inclusive, já sabendo que são os autores do homicídio”. A delegada rebate os comentários em rede sociais, de possível modelo diferenciado nas investigações em relação ao crime do Capitão Soares com o do vigia. “É equivocada quem está falando isso, mas quero deixar claro, com relação a morte do capitão, foi um atentado a segurança pública do Estado”.

Previsão para 2015 é de mais um ano de pouca chuva no Ceará, afirma secretário

Ministro fala em reforçar ações assistencialistas à população flagelada.
Ceará sofre maior seca dos últimos dos últimos 60 anos, afirma ministro.

Do G1 CE
Com estiagem há três anos e meio no Ceará, a previsão para 2015 é de mais um ano de estiagem, segundo o secretário do Desenvolvimento Agrário do Ceará, Nelson Martins. O secretário se reuniu nesta segunda-feira (24) com o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, que afirmou que a seca no Estado é pior dos últimos 60 anos.
Para amenizar os efeitos da seca no Estado, o ministro prometeu reforçar ações assistencialistas e apoio à produção nas áreas mais castigadas pela falta de chuva. "Temos [no Ceará] a maior Operação Carro-Pipa do Nordeste, são 6.500 carros-pipa, e estamos apoiando as ações dos Estados, na parte socioeconômica, com o Garantia Safra, o Bolsa Estiagem e o próprio Bolsa Família, que garante a renda mínima da população mesmo nesse período de seca", disse o ministro.
O prognóstico oficial de chuva do Ceará deve ser anunciado em janeiro de 2015, mas um estudo prévio aponta para precipitação abaixo da média histórica.
Situação de emergência
Dos 184 municípios cearenses, 176 seguem em situação de emergência por causa da seca, de acordo com decreto do Governo do Estado do Ceará de 5 de novembro e publicado no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (6). A situação de emergência foi decretada devido à irregularidade na quantidade e na distribuição temporal e espacial de chuvas, que provocou insuficiência na recarga dos mananciais, comprometendo o armazenamento de água e causando problemas no abastecimento de água para o consumo humano e animal.
O decreto, assinado pelo Governador do Ceará, Cid Gomes, é válido por 180 dias. Apenas a capital e os municípios de Maracanaú, Eusébio, Horizonte e Itaitinga, na Região Metropolitana deFortaleza, além de Juazeiro do Norte e Barbalha, na Região do Cariri, e Guaramiranga, no Maciço de Baturité, estão fora do decreto.
Com a situação reconhecida, ações de socorro às famílias atingidas são agilizadas. Além disso, as cidades passam a contar com linhas emergenciais de crédito para amenizar as perdas econômicas nas áreas atingidas pelo período de seca, com a renegociação de dívidas agrícolas e expansão dos programas como o Garantia-Safra, Operação Carro-Pipa e Bolsa-Estiagem. Este último, um benefício de R$ 80 mensais pagos a agricultores familiares durante o período de vigência da emergência.

domingo, 23 de novembro de 2014

Equipe da Regional de Quixadá prende mandante do crime contra o capitão

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Quixadá
A delegada Ana Claudia Nery e sua equipe conseguiu na tarde desta sexta-feira, 21, prender o suposto mandante do crime contra o capitão Joaquim Soares ocorrido no ultimo dia 12 no bairro do Campo Velho em Quixadá.
A prisão de Diego Tomé Maciel, 23 anos, conhecido popularmente por “Cabeção”, aconteceu entre as cidades de Quixadá e Quixeramobim, é o principal acusado de ter encomendado o roubo da arma do Capitão Joaquim Soares Leite. Segundo a Dr. Ana Claudia, durante o depoimento dos dois indivíduos acusados de matar o PM, os mesmos disseram que tinham sido contratados pelo Diego para roubar a arma do Capitão. Ainda no depoimento o menor envolvido disse que Diego tinha pagado uma quantia de 50 g de craque para pagamento pela arma do policial.
Após a prisão, Diego foi conduzido para o IML de Quixeramobim para fazer o exame de corpo delito. Logo em seguida foi levado para a cadeia pública de Quixadá. Segundo informações da PolíciaCivil o mesmo nega as acusações. 
Fonte: Sertão é Noticia

ACOLHIMENTO DE IDOSOS

Abrigos são poucos e deficientes

O abandono dos idosos por parte dos familiares acontece não só na Capital, mas na maioria das cidades do Interior

regional
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Normalmente, é por parte da população mais pobre, sem condições financeiras, que a demanda para o internamento dos idosos é maior
Sobral A assistência aos idosos com direitos violados, em situação de risco, ainda carece de estrutura. Sem abrigos públicos, Interior e Capital dependem de instituições filantrópicas, a maioria mantida por doações, apresentando sempre um número de idosos acima da capacidade e nem sempre a estrutura devida.
Uma vez lá dentro, o idoso sofre outro grande risco: o abandono da família. Isso ocorre em mais da metade dos casos. Em Sobral, não há abrigos municipais, embora diversos programas trabalhem o convívio social do idoso com a família, com a finalidade de fortalecimento de laços. Para os casos de remoção do lar, a Cidade conta com duas instituições: o Abrigo Bom Samaritano, com capacidade para pouco mais de 20 idosos e o Abrigo Sagrado Coração de Jesus (ASCJ), com capacidade para 30, mas que já passou de 40 devido aos pedidos de internação compulsória expedidos pela Justiça.
Segundo a diretora do ASCJ, Ruth Carvalho da Silva, a instituição é mantida por doações, recebendo apoio de outros órgãos, como Santa Casa e Prefeitura de Sobral. A maior preocupação hoje é o aumento no número de funcionários e doação em alimentos. Se houvesse verba suficiente, o local poderia atender até 200 idosos.
"Com o devido apoio, poderíamos abrigar até 200 pessoas aqui. O prédio foi construído com esse objetivo. Mas, com apenas 40 funcionários em três turnos, não conseguiríamos cumprir essa meta", destaca.
Ruth conta que 90% das pessoas que se encontram ali foram abandonadas pela família. Se não antes da internação, depois. Há casos de pessoas que estavam nas ruas e a família sobrevivia do cartão de aposentadoria que ela havia deixado em casa.
"Esse senhor tem 84 anos e o encontraram vivendo embaixo das carretas na BR-222. Em parceria com o Município, conseguimos encontrar a família, que não sabia aonde o idoso estava, mas usava seu cartão. Infelizmente, isso é comum. Outro idoso chegou aqui recebendo menos de R$50 por mês, devido ao alto volume de empréstimos que a família fez em seu nome. Ele nunca viu o dinheiro", relata.
Na região do Cariri, os trabalhos realizados pelos abrigos esbarram, muitas vezes, na falta de lastro financeiro. Em Crato, onde não existe abrigo público, apenas uma entidade sem fins lucrativos realiza, há mais de sete décadas, ações que visam resgatar a cidadania de mulheres vitimadas pelo abandono ou marginalizadas dentro do próprio seio familiar.
Criado pela Congregação das Filhas de Santa Tereza de Jesus, o Abrigo da Velhice Abandonada Jesus Maria José, recebe doações por parte da sociedade civil para poder se manter em funcionamento. Os recursos adquiridos são utilizados a fim de comprar todos os itens necessários para as 14 senhoras que residem no abrigo. "Não houvesse a ajuda da sociedade, nós não teríamos condições de manter a unidade aberta. Os recursos são muito poucos e as obrigações muitas", observou a irmã Bertila, coordenadora do local.
Vulnerabilidade
Todas as moradoras do abrigo, conforme a coordenadora, chegaram ao local em situação de vulnerabilidade social. A maioria não possui mais nenhum familiar. Atualmente, elas recebem cuidados dos cerca de 10 funcionários do equipamento e contam, ainda, com amparo do Poder Judiciário.
"Foram trazidas, por meio de órgãos de combate às ações contra idosos, pelo Judiciário, e por pessoas que se apiedavam da situação que essas senhoras atravessavam. Mas, mesmo assim, por conta de todas as demais circunstâncias, a situação dos idosos é muito difícil", assevera a irmã Bertila.
Não há nenhum abrigo em Quixadá. Segundo a secretária de Assistência Social, Vera Lúcia de Aragão, quando a necessidade de acolhimento chega ao extremo, o jeito é encaminhar o idoso para algum abrigo, em outra cidade.
Entretanto, há interesse do Município de implantar o seu próprio abrigo, com capacidade para pelo menos 20 vagas. Mas para a implantação a administração municipal dependerá de projetos a contarem com recursos do Governo do Estado ou do Governo Federal e até de ambos.
Fila de espera em Quixeramobim
Em Quixeramobim, os idosos sob situação de risco, de abandono ou com famílias em situação precária podem contar com a Casa do Ancião Santo Antônio, mantida pela instituição filantrópica Pio União de Santo Antônio. Conforme a secretária de Ação Social do Município, Tarciane Borges, o abrigo possui 36 leitos, para ambos os sexos.
Mesmo assim já existe demanda de espera e a administração local já pensa na possibilidade de ampliação ou construção de um novo abrigo.
De acordo com o promotor Paulo Almeida, do Núcleo de Defesa do Idoso e do Deficiente, que fica em Fortaleza, cada comarca possui um promotor encarregado de resguardar os direitos do idoso. No Estado, ainda não há uma delegacia especializada. "Hoje, a principal atuação do Ministério Público ocorre quando é preciso internar um idoso em um abrigo. Normalmente, essa demanda vem da população mais pobre, que não tem nenhuma condição financeira de oferecer o cuidado e o conforto necessários".
Na região Centro-Sul, a cidade de Acopiara é a única que dispõe de um abrigo para os idosos em situação de risco ou de abandono familiar. Implantada há mais de 20 anos, a unidade conta com oito idosos internos, mas tem capacidade para acolher doze.
Modelo
O Convívio da Terceira Idade em Acopiara é modelo na região. Na cidade de Iguatu, recentemente, o Ministério Público do Estado (MPE) ingressou com Ação Civil solicitando que a Justiça obrigue a Prefeitura, em caráter emergencial, a alugar uma casa para servir como abrigo para idosos em situação de risco e disponha de verba no orçamento para construção de uma unidade permanente de acolhimento.
Fortaleza não é diferente das cidades do Interior. Com apenas o Abrigo Estadual Olavo Bilac, com capacidade para atender 95 pessoas necessitadas, atualmente abriga 105 idosos. Já o Lar Torres de Melo, conveniado com a Prefeitura, conforme Paulo Almeida, "desde 2011 o MPE aguarda resposta sobre uma Ação Civil Pública solicitando parte da verba municipal para construção de um abrigo e cuidados. A obrigação de tratar da questão do idoso não é só questão do Estado, mas também do Município".
O promotor conta que há um regramento instituído tanto pela Anvisa quanto pelo Estatuto do Idoso com normas necessárias para se manter um abrigo. "Entretanto, sabemos que na maior parte das vezes, algumas instituições são de boa fé e que não têm possibilidade de oferecer todos esses serviços. O que não podemos deixar é que essa boa fé gere riscos ou mesmo abrigos clandestinos".
Retorno
No entender de Paulo Almeida, uma das medidas a fim de amenizar a grande demanda existente por internações seria a criação de Centros Dia ou Casa Lar, onde o idoso pudesse passar o dia enquanto a família trabalha e, ao fim do período, ele retornasse ao seio familiar.
"Já recebemos denúncias de vizinhos que diziam que o filho saía e deixava o idoso trancado e, quando averiguamos, descobrimos que isso ocorria porque o filho recebia apenas um salário mínimo e não tinha condições de contratar um cuidador, trancando a casa no seu horário de trabalho por uma questão de segurança para o idoso", destaca o representante do MPE.
Jéssyca Rodrigues / Sucursais
Colaboradora
Mais informações
Ministério Público do Estado do Ceará
Núcleo de Defesa do Idoso e Portador de Deficiência
(85) 3252-6391 / (85) 3252-6352