terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Messias Holanda fala sobre dificuldades e esquecimento

“Eu quero me trepar no pé de coco. Eu quero me trepar pra tirar coco” é um dos versos mais conhecidos na música popular cearense. Criados pelo cantor e compositor Manoel Messias Holanda Silva (73), os versos são baseados na história de um garoto que tentava subir em uma árvore, mas era advertido por sua mãe que não conseguiria cumprir a meta. Apesar do sucesso que a música faz até hoje, Messias afirma que não se apresenta mais como antes. 
O cantor sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e se recupera de um acidente sofrido recentemente. Entretanto, apesar das dificuldades, Messias Holanda não se deixa abalar: “Hoje eu não danço como dançava, mas canto como cantava”, afirmou. 
Telas, discos e prêmios compõem o cenário onde Messias Holanda reside. Apesar da residência modesta, no bairro Vila Peri, estar cercada de lembranças de seu passado, o artista, com 51 anos de carreira, diz que ainda participa de eventos, quando é chamado. 
“Nunca tive vontade de desistir da profissão. Eu não desisto não. A música é um lazer. Você tá cantando, você tá brincando”, afirmou. 
Apesar das dificuldades, Messias Holanda afirma que ainda tem disposição para cantar. (Foto: Reprodução/TV Cidade)
 
Sucesso nos anos 80 e 90, o artista acumula participações em diversas atrações como o “Programa Irapuan Lima” e o “Programa Jurandir Mitoso”, ambos exibidos na TV Cidade Fortaleza em épocas distintas.
Apesar do grande espaço que teve na mídia, discos vendidos e shows que participou, Messias Holanda afirma que suas lembranças desta fase de sua vida são presentes graças aos prêmios e presentes. “Eu cheguei a ganhar um dinheiro, mas não soube administrar”, lamenta. 
Seu maior sucesso reconhecido pelo próprio artista é “Pra Tirar Coco”. “Eu vi um menino subindo um coqueiro. Ele era pequenininho e queria subir o pé de coco. A mãe dele dizia pra ele: 'Tu vai cair' e eu assistindo aquilo disse: 'Vai dar música'”, recorda-se.
Messias Holanda é presidente de honra da Associação Cearense do Forró e já escreveu mais de 100 músicas que representam a cultura do povo nordestino.
Fonte: Cnews

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