domingo, 6 de dezembro de 2015

Policiais civis marcam reunião com governador e decidem, na terça (8), se paralisam as atividades

Em estado de greve desde outubro, os policiais civis do Ceará estão mais próximos da paralisação. A categoria teve sua última rodada de negociação com os representante do Governo do Estado na última sexta-feira, onde foram apresentadas três propostas que o Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol) considerou "vexatórias". Para  vice-presidente do Sinpol, Ana Paula Cavalcante, os policiais civis ficaram revoltados com o que foi apresentado e estão dispostos a parar todos as atividades.
"Infelizmente, não foi apresentada uma contra-proposta razoável. Os números foram vexatórios e nem consideramos. Mas os representates do Governo agendaram uma reunião na segunda-feira com o governador Camilo Santana e pediram que não deflagrássemos a greve hoje. Resolvemos esperar para ver se os números melhoram. A categoria teve senso e prudência e em nenhum momento fez paralização em respeito a sociedade. Mas é necessário que o governo nos respeite também", reclamou Ana paula.
A pauta de negociação é a reestruturação dos cargos da Polícia Civil e o reajuste salarial. A categoria pede que o salário chege a 60% dos delegados. Atualmente, um policial civil ganha o equivalente a 18%. "Temos o pior salário do Brasil, enquanto um delegado tem o melhor salário do Nordeste. O salário deles paga 5 inspetores. Tá na hora de se corrigir essa distorção. Sabemos que o Governador não vai conseguir corrigir 30 anos de déficit, mas o que nos apresentaram na sexta-feira foi o de ganhar o equivalente ao que ganhávamos em 2006 quando ainda éramos contratados como nível médio. Desde 2008 temos nível superior. Um absurdo", desabafou.
Outro problema que o Sindicato apontou é com o alto índice de evasão de policiais civis no Estado. Por conta dos baixos salários, existe uma média de 4 policias pedindo exoneração por semana para trabalhar em outros Estados. De acordo com a vice-presidente do Sinpol, dos 1480 empossados no concurso de 2012, só restam 600 nos quadros. Atualmente, são 2.400 na ativa. "Muita gente tá pedindo para sair para trabalhar no Piauí para ganhar o trilpo. Na década de 80 éramos 4.500 policiais civis. Ninguém mais que ficar aqui".
Se o saldo dessa reunião com Camilo Santana não for favorável, os policias prometem entrar em greve na terça-feira, logo após a assembleia extraordinária.

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