sábado, 27 de fevereiro de 2016

FGTS libera R$ 21,7 bi para financiamento de imóveis

Brasília. O Conselho do Fundo de Garantia (FGTS) liberou R$ 21,7 bilhões a mais para aumentar as linhas de financiamento para a compra da casa própria. Os recursos vão para linhas que beneficiarão principalmente a construção de imóveis novos e para financiar imóveis de trabalhadores com conta no Fundo.
O aumento dos recursos do FGTS para o crédito imobiliário deverá compensar as perdas que essas linhas de financiamento tiveram a partir do ano passado com a redução dos depósitos da caderneta de poupança.
O ministro do Trabalho e Previdência, Miguel Rossetto, afirmou que o aumento em quase 25% do orçamento total do fundo será "uma contribuição importante" para a oferta de crédito e a geração de empregos no País, prevendo que os recursos novos nas linhas podem gerar a construção de 140 mil imóveis.
Linhas
Os novos recursos liberados pelo FGTS são de duas linhas de crédito. Serão R$ 11,7 bilhões para aumentar o financiamento direto aos compradores de imóveis, sendo que a maior parte, R$ 8,2 bilhões, vão ser usados na chamada linha pró-cotista.
Essa linha de crédito é para trabalhadores com renda acima de R$ 6,5 mil poderem comprar imóveis entre R$ 225 mil e R$ 750 mil (os valores podem variar a depender da região). As taxas de juros para a compra de imóvel por essa linha (TR + 8,66% ao ano) não foram modificadas. Outra parte do dinheiro será usada pelos bancos para comprar as chamadas CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários). Nesse caso, os bancos captam o recurso no Fundo, remunerando-o a 7,5% ao ano, e podem comprar essas certificados, emitidos pelas construtoras, sobre o qual exigem juros maiores.
As construtoras usam esses recursos para construir imóveis novos, mas também podem usá-los para financiar a compra de imóveis já construídos. Segundo o secretário-executivo do FGTS, Quenio Cerqueira, os R$ 10 bilhões para a compra de CRI é o maior orçamento que essa linha já teve do FTGS e serão distribuídos na medida dos pedidos.
Caso o valor pedido seja maior que o orçamento, ele será distribuído na proporção que os bancos têm de participação no financiamento imobiliário. Bancos privados reclamaram da regra alegando que a Caixa, que tem cerca de 2/3 desse mercado, ficaria com a maior parte.
'Minha Casa'
Resolução publicada ontem no Diário Oficial da União estabelece o plano de metas e as diretrizes para a aplicação dos recursos do Fundo de Desenvolvimento Social, destinados ao Programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo o texto, poderão ser usados até R$ 970 milhões em 2016, dos quais R$ 613,8 milhões para pagamento de obras em curso e R$ 338 milhões para contratação de novas operações.
A 3ª fase do programa deverá ser anunciada em março. A prestação mínima do Minha Casa, Minha Vida vai subir de R$ 25 para R$ 80 e será cobrada para as novas moradias do programa habitacional, que começam a ser contratadas este ano.

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