quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Marqueteiro e esposa são presos na sede da PF

Curitiba. Depois de terem a prisão decretada na 23ª fase da Operação Lava-Jato, intitulada Acarajé, o marqueteiro João Santana e a esposa dele, Mônica Moura, foram para a carceragem da sede da Polícia Federal em Curitiba. O casal, que estava na República Dominicana trabalhando em uma campanha eleitoral, entregou-se à PF na manhã de ontem.
Mônica dividirá a cela com mais duas mulheres acusadas de tráfico de drogas. Há ainda mais duas presas na carceragem da PF: Nelma Kodama, doleira e operadora do esquema de desvio de recursos, e Iara Galdino da Silva, braço direito de Nelma.
A Polícia Federal, porém, não informou se João Santana irá dividir a cela com alguém. Também estão presos no local Marcelo Odebrecht, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
Ontem à tarde, o casal fez exames no IML -trâmite corriqueiro aos recém-chegados. Os dois foram os primeiros a descer de uma van da Polícia Federal, que era escoltada por outro veículo e homens armados. Eles estavam com as mãos para trás, e Mônica usava óculos escuros.
O criminalista Fábio Tofic informou ontem que Santana deve ser ouvido hoje que pelos investigadores. Segundo o advogado, depois de dar os esclarecimentos, "essa prisão absurda" deve ser revogada.
Tofic disse que o marqueteiro falará que "não tem um centavo de valor recebido no exterior que digam respeito a campanhas brasileiras".
Também passaram por exame no IML Benedito Barbosa da Silva Junior, diretor-presidente da construtora Odebrecht, Vinícius Veiga Borin, sócio de uma consultoria que administra carteira de investimentos, e o empresário Zwi Skornicki, lobista de um estaleiro com contratos com a Petrobras.
Marcelo Odebrecht, presidente afastado da construtora e um dos poucos empresários que ainda permanece preso na Lava Jato, foi transferido na segunda (22) do Complexo Médico Penal (CMP), na Grande Curitiba, para a carceragem da PF na capital paranaense. Ontem, o empreiteiro teve de esclarecer à Polícia Federal anotações encontradas em um dos oito celulares apreendidos na casa dele.
Peritos dizem que ele usava siglas e apelidos para se referir a pessoas, e que parte das anotações feitas no aparelho fala do financiamento de campanhas políticas ligadas a Santana.
Detido na Suíça
O Ministério Público Federal (MPF) informou que Fernando Migliaccio, executivo ligado a Odebrecht, foi preso em Genebra, na Suíça. A prisão ocorreu no dia 17 e não tem relação com o mandado expedido no Brasil.
Migliaccio foi preso em Genebra enquanto tentava encerrar contas bancárias e esvaziar um cofre em uma instituição bancária daquele país. De acordo com o MPF, existe na Suíça uma investigação autônoma sobre a Odebrecht, que pode indicar a relação da prisão com a Lava-Jato.

Nenhum comentário:

Postagem em destaque

Homem é executado com vários tiros no bairro Campo Velho, em Quixadá

O clima de aparente calmaria e tranquilidade de Quixadá, foi quebrado na noite deste sábado (14) quando um homicídio a bala foi registrado...