segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Nove pessoas executadas na Zona Oeste de Fortaleza

Nove pessoas foram executadas durante o fim de semana na Zona Oeste de Fortaleza. Na noite de sábado, em um intervalo de cinco horas, foram registrados seis assassinatos. As mortes aconteceram entre 22h de sexta-feira e meia-noite de domingo nos bairros Barra do Ceará, Pici, Antônio Bezerra, Jardim Iracema, Demócrito Rocha e Ellery. Todos têm autoria desconhecida.
A sequência de mortes do sábado começou com a execução de Thaiz Lima Carneiro, de 20 anos, na Rua Pedro Melo, no Antônio Bezerra. Segundo a PM, ela respondia por tráfico. Ninguém no local do crime falou a respeito de suspeitos.
Em seguida, às 21h46, na Rua Cláudio Manoel, no Pici, Francisco Jonas do Nascimento, de 19 anos, foi abordado por dois homens não identificados que fugiram em uma moto. Na Rua Osmanir, Barra do Ceará, Denilson de Sousa Santos, de 18 anos, foi executado a bala às 21h49. Quatro homens teriam efetuado os disparos. Neste tiroteio, outra pessoa foi baleada e socorrida.
Pouco tempo depois, às 22h01, na Rua da Misericórdia, no Jardim Iracema, um traficante conhecido como 'China' foi assassinado. Conforme a Polícia, Luis Fernando Pereira Paulino, de 28 anos, foi alvo de uma emboscada armada por seus rivais no domínio da negociação de narcóticos no bairro.
Na mesma ocorrência, outro homem foi ferido, mas atendido por uma ambulância e encaminhado ao hospital. Os suspeitos do caso também são quatro homens não identificados.
Os últimos homicídios da noite aconteceram às 23h08 na Avenida Tenente Lisboa, no Bairro Ellery. As vítimas foram os adolescentes Edson Braga Coelho, 17, e Luan Martins Alves, 17. Os dois foram mortos a bala.
6
Sexta-feira
Na noite de sexta-feira, a Região já demonstrou uma concentração maior dos crimes ocorridos na Capital. No bairro Pici, um adolescente que estava na Rua Gaspar Lemos, às 22h47, foi atingido por vários tiros. O garoto de 16 anos identificado apenas como 'João Victor' morreu no local. Menos de dez minutos depois, às 22h56, Reynaldo Martins de Oliveira foi morto na Rua Alagoas. A PM disse que os suspeitos dos dois crimes são quatro homens em um Celta.
Na Rua Paulo Frontin, no bairro Demócrito Rocha, uma pessoa foi morta e outra ferida. Durante o dia de ontem, não foram registrados homicídios na Capital. Três pessoas foram mortas em Caucaia, Pacajus e Horizonte, na Região Metropolitana.
Retaliação
O secretário-adjunto da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), coronel Lauro Carlos Prado, afastou a possibilidade das mortes em série terem ocorrido em retaliação ao latrocínio do soldado do Batalhão de Policiamento de Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio), Augusto Herbert Félix, ocorrido na no dia 12, no bairro Pici.
O suspeito do crime, Gabriel Alves de Lima, o 'Biel', é morador da Barra do Ceará e confessou ter atirado para roubar a moto do militar. 'Biel' foi preso no sábado. "Não acreditamos em um revide. Os policiais tiveram acesso ao próprio suspeito e não fizeram nada. Ele foi trazido intacto e entregue na Divisão de Homicídios", afirmou o coronel Prado.
Para o secretário-adjunto, as mortes não estão conectadas. "A maioria das vitimas da criminalidade são pessoas que, de alguma forma, estão inseridas neste contexto. São executadas por dívidas de drogas, brigas entre gangues. Acreditamos que os fatos ocorridos de sexta-feira até sábado tenham motivações deste tipo, não estejam ligados e nem tenham sido cometidos pelas mesmas razões". O coronel disse que ainda não tinha informações sobre antecedentes criminais das vítimas.
Durante o fim de semana, circularam nas redes sociais informações de uma onda de homicídios em Fortaleza. Lauro Prado disse que é uma tentativa de causar pânico e piorar a sensação de insegurança na Cidade. "São apenas boatos. Muitas dessas situações não existem. Pedimos que denunciem informações sobre crimes à Polícia pelos números gratuitos 190 e 181. Não espalhem fatos sem confirmação em redes sociais. Este medo coletivo, motivado por coisas sem veracidade não resolve nada".
Boatos
"Pedimos que não espalhem boatos mentirosos em redes sociais. O pânico, o medo coletivo, só prejudica". Coronel Lauro Prado - Secretário-adjunto da SSPDS
Fonte: DN

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