quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Falsa advogada é presa por aplicar golpes em servidores públicos

Uma mulher de 58 anos foi presa, na manhã desta quarta-feira (28), no Hospital Distrital Maria José Barroso de Oliveira, o ‘Frotinha’ de Parangaba, suspeita de enganar servidores públicos municipais. De acordo com a Polícia, Olga Pereira Ramos fingia ser advogada e prometia ganhar causas para as vítimas, além de exigir dinheiro adiantado a título de honorários advocatícios. Ela foi presa em flagrante por policiais civis e autuada pelos crimes de estelionato e exercício ilegal da profissão.
O delegado Renê Andrade, titular do 5º DP (Parangaba), onde a mulher foi autuada, revelou que Olga Pereira se apresentava como advogada para servidores públicos e para outras pessoas com o objetivo de ludibriar as vítimas. “Ela utilizava esse ardil e conseguiu fazer várias vítimas. Nesta quarta, recebemos a denúncia e quando os policiais chegaram ao Frotinha da Parangaba ela estava lá e foi presa em flagrante”, afirmou Renê Andrade. 
O principal golpe aplicado pela falsa advogada teve como alvo funcionários públicos do serviço de saúde municipal que tinham dinheiro a receber após acordo firmado com a Prefeitura por conta de anuênios (adicional devido a cada 1 ano de serviço público) atrasados. “Acordos judiciais foram firmados legalmente entre os servidores e o ente público. Essas negociações tiveram como intermediário o Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort). Ela dizia que as pessoas deveriam receber mais do que havia sido acordado e exigia dinheiro adiantado com o pretexto de conseguir aumentar a gratificação”, destacou o delegado Renê Andrade.
O diretor do Sindifor, Eriston Lima Ferreira, esteve na Delegacia. Ele disse ter sido procurado por alguns servidores na manhã desta quarta e descobriu que se tratava de uma golpista. “Acionamos a Polícia e ela foi presa quando tentava receber dinheiro de mais uma vítima”. Ferreira alertou aos servidores que não aceitem esse tipo de ajuda. “O Sindicato é o único representante legal da categoria. Nos procurem quando receberem essas propostas fantasiosas”. O representante do Sindifort disse ainda que o departamento jurídico da entidade está acompanhando o caso e espera recuperar o dinheiro perdido pelas vítimas.

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