segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Prefeito interino de Quixadá paga o próprio salário e dos secretários e deixa servidores lisos e revoltados

ci
O prefeito interino de Quixadá, Wellington Xavier, o Ci, a cada dia que passa decepciona mais ainda os quixadaenses. Bom de papo em áudios de Whatsapp, o prefeito tampão se mostra um péssimo gestor. A única coisa que tem feito com maestria é falar mal da gestão do prefeito afastado João Hudson – da qual fez parte integralmente, como vice-prefeito -, sem oferecer, em contrapartida, qualquer solução prática, ainda que amena, para os problemas enfrentados pelo município. Na verdade, por incrível que pareça, Ci conseguiu um feito extraordinário: cavou o fundo do poço e jogou Quixadá num buraco ainda maior.
O discurso do prefeito interino é dúbio: afirma que a prefeitura está quebrada, sem dinheiro, que não tem recursos para pagar todos os servidores, mas ao mesmo tempo diz que conseguiu quitar dívidas milionárias deixadas pelo prefeito anterior. Quitou como? Sem dinheiro? Na verdade, a gestão do prefeito tampão tem sido a pior possível para o funcionalismo público, de verdadeiro desprezo com as necessidades dos servidores, focada apenas na criação e manutenção de circunstâncias políticas favoráveis para seus aliados e padrinhos eleitorais.
Na última sexta-feira, 16, Ci participou de uma audiência na justiça, com a presença de representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindsep), e o resultado foi mais chateação para os trabalhadores. O prefeito não apenas não deu nenhuma garantia de pagar os salários do mês de novembro, como também revoltou o funcionalismo ao pagar o próprio salário, dos seus secretários e de assessores de sua confiança.
Fábio de Oliveira, que tem acompanhado o desenrolar destas questões, afirmou: “Há denúncias ainda de pagamentos a fornecedores “amigos” da gestão no período eleitoral, fatos que podem explicar porque não há caixa para completar o pagamento de todos os servidores, inclusive da saúde e educação, que tem receitas próprias.” Ele cita, inclusive, “tráfico de influência” na gestão do interino. Isto é, para se dizer o mínimo, extremamente grave.
Enquanto o prefeito vai passar o fim de ano de bolso cheio, passeando de carrão zero quilômetro (comprado durante a crise financeira da prefeitura), os servidores ficarão, pelo visto, na ‘liseira’. Muitos deles anteciparam o décimo terceiro junto aos bancos. O valor, portanto, foi descontado assim que caiu nas contas. Questionado por uma sindicalista sobre ele ter pago o próprio salário, dos seus secretários e assessores próximos, Ci teria dito apenas que esta é uma prerrogativa dele como prefeito.
Após ter negado a própria história oferecendo apoio político a quem acusava diariamente das piores condutas à frente da prefeitura (negando, desta forma, tudo o que dizia), de ter se revelado uma espécie de boneco manipulável a serviço de padrinhos políticos e de ter provado ser um gestor pior até do que João Hudson, Ci vai chegando ao final de 2016 como a figura mais decepcionante do ano. Símbolo de um período de verdadeira desgraça administrativa.
por Monólitos Post

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