quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Quarta metralhadora apreendida em um mês

Image-0-Artigo-2181461-1Dois suspeitos de negociar armas de fogo no bairro Tancredo Neves foram presos, na última segunda-feira (26), após investigação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil. No flagrante, foram apreendidas uma submetralhadora de uso restrito da Polícia e um revólver. Os resultados da operação foram apresentados em coletiva de imprensa, na manhã de ontem. Com essa apreensão, a Draco já soma quatro metralhadoras ou submetralhadoras de uso restrito apreendidas apenas neste mês de dezembro.
"Nos últimos dias, a Delegacia deslocou a equipe com essa finalidade específica no bairro Tancredo Neves, haja vista as estatísticas da Secretaria de Segurança provarem que naquele local, especificamente na Vila Cazumba, a criminalidade tem aumentado nos últimos meses. Em decorrência desse trabalho, os policiais conseguiram identificar os dois indivíduos, que negociavam armas de fogo no local, inclusive armas de grosso calibre", explicou o titular da Draco, delegado Osmar Berto.
Negociar
José Wellington Sousa Ferreira, 33, foi o primeiro detido, em uma abordagem policial na comunidade da Vila Cazumba. Ele andava portando o revólver calibre 38 e estava se deslocando com o objetivo de negociar a outra arma que viria a também ser apreendida, segundo a Polícia.
Em seguida, os investigadores chegaram a uma residência na mesma comunidade e efetuaram a prisão de Elistênio de Sena Barbosa, 25, que estava guardando a submetralhadora 9 mm, de uso restrito da Polícia.
A Polícia acredita que a arma seria alugada para o assalto de uma instituição financeira, por exemplo. "Geralmente, o armamento é angariado por um determinado momento e, após a ação criminosa, é devolvido. Os criminosos alugam armas para outros bandidos efetivarem as ações. Há um indicativo de que essa submetralhadora seria utilizada em um assalto e depois devolvida. É o aluguel de armas", conta Osmar Berto.
José Wellington e Elistênio foram conduzidos à sede da Draco, que fica no Complexo de Delegacias Especializadas da Polícia Civil (Code), no bairro de Fátima, onde foram autuados pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e por formação de quadrilha. Wellington já havia sido preso anteriormente por porte ilegal, mas estava em liberdade. O comparsa respondia a Termos Circunstanciados de Ocorrências (T.C.Os.) por perturbação do sossego. A Draco continuará a investigação para desvendar a origem e o destino do armamento.
Armamento
A submetralhadora 9 mm apreendida no Tancredo Neves é a quarta arma de fogo de grosso calibre apreendida pela Draco neste mês de dezembro de 2016.
Na última sexta-feira (23), a Delegacia especializada da Polícia Civil apreendeu outra submetralhadora 9mm e uma submetralhadora Ponto 40 que estavam escondidas em telhados de casas da Favela do 'Gueto', na Barra do Ceará. Além das armas grandes, também foi apreendida uma pistola calibre 380. Quatro homens que planejavam realizar um sequestro com o armamento foram presos.
Mas a apreensão que chamou mais atenção foi a da metralhadora Lehky Kulomet ZB, calibre Ponto 30, que foi encontrada pela primeira vez no Ceará no último dia 3 de dezembro, no bairro Passaré, em Fortaleza. O armamento foi fabricado na antiga Tchecoslováquia e pode ter sido das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e contrabandeado até o Ceará pela facção criminosa Comando Vermelho (CV), pelo Paraguai. A metralhadora pode efetuar 500 disparos por minuto e até mesmo derrubar uma aeronave de pequeno porte.
O delegado Osmar Berto afirmou que a Draco, com pouco tempo de funcionamento (desde outubro deste ano), "já mostrou a que veio" e destacou os próximos passos da Especializada, para 2017. "A investigação da Delegacia corre agora no sentido de identificar a origem dessas armas de fogo apreendidas no mês de dezembro e combater a passagem para o Ceará, tendo em vista que essas armas não são de origem do nosso Estado, mas são encaminhadas por facções criminosas de outros estados. A partir do momento que a Polícia retira as armas de fogo das mãos dos criminosos, está descapitalizando o mundo do crime e tornando mais vulnerável a ação dos criminosos frente às forças policiais", afirmou.

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